quinta-feira , 19 outubro 2017
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O poder da evangelização na família

O poder da evangelização na família

A família, podemos dizer assim, foi criada para ser o ambiente adequado para a manifestação de Deus ao homem, para que fosse colocado em prática a verdadeira comunhão entre Deus e o homem.

TEXTO ÁUREO

(ATOS 16:31) – Vemos aqui que foi através de uma prisão injusta, que Deus alcançou o desesperado carcereiro e sua família. Presos, Paulo e Silas não pregavam a palavra somente ao carcereiro, mas a todos que estavam naquele calabouço. Lá estavam também outros presos, e com certeza, outros soldados do rei.

Aquele carcereiro conhecia bem a reputação de Paulo e Silas, sabia que as Boas Novas que eles transmitiam eram reais, por isso ele arriscou tudo para encontrar a salvação. A salvação só se completa, quando reconhecemos Jesus como Senhor, e confiamos a Ele a nossa vida. Assim a nossa salvação é assegurada.
Paulo e Silas tinham também muito zelo, quando se tratava de família. Por essa razão, a “oferta” de salvação foi feita à todas as pessoas do lar do carcereiro, não só aos seus familiares, como também aos seus serviçais.

Isso não quer dizer que foi a fé do carcereiro que salvou a todos. Cada qual precisa ter um encontro real com Jesus de uma forma simples e pessoal, crer assim como o carcereiro creu. E todos um a um creram, e também alcançaram a salvação.
Cabe a nós apresentarmos Jesus aos nossos familiares não crentes, orar para que também venham a ter um encontro com Jesus, e assim que Ele possa também dar-lhes a salvação.

INTRODUÇÃO

Além desse, existem outros exemplos onde a salvação chegou aos membros de uma mesma casa. Pouco antes da prisão, Paulo e Silas procurando um lugar de oração lá em Filipos, sentaram-se à beira do rio e começaram a conversar com as mulheres que ali se encontravam, e uma daquelas mulheres, chamava-se Lídia, e era vendedora de púrpura em Tiatira. Purpura era um tecido fino, usado pelas famílias abastadas da época. Lídia, possivelmente mulher rica, e diz a Bíblia que o Senhor abrira sua mente, então ela convida Paulo e Silas para ficar em sua casa, e diz as escrituras no livro de Atos 16:15 que ela e as pessoas de sua casa também foram batizadas.

Em Atos 2:38 Pedro diz: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. ” Fica bem claro aqui as palavras sobre a individualidade da salvação: “cada um de vós seja batizado” o mesmo quer dizer, que cada pessoa tem que crer por si no Senhor Jesus, entregando-se inteiramente a ele, por que nenhum de nós tem o poder para salvar nosso cônjuge, filhos, pais, etc….

I – EVANGELIZANDO OS FILHOS:

Provérbios 22:6 “ Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda, quando for velho, dele não se desviará”
Os filhos são bençãos divinas na vida dos pais, mas infelizmente alguns não dão o devido valor e sequer tem a consciência do tamanho da responsabilidade que lhes está sendo confiada. Deus deixa claro em Sua palavra, que nós, enquanto pais, temos que ensinar e cuidar com muito amor e carinhos dos filhos que são confiados por Ele à nós.

1) – POR MEIO DE CULTO DOMESTICO:

Mateus 6:33 está escrito: “ Buscai em primeiro lugar o reino de Deus”. Se fizermos uma auto analise veremos se realmente estamos dedicando e fazendo a Deus aquilo que Ele espera de nós, ou se estamos fazendo tal e qual alguns fazem nas ofertas alçadas, entregando a Deus apenas aquilo que lhes sobra, e isso inclui nossos talentos e nosso tempo. Neste caso aqui exemplificado, culto doméstico não é culto de ação de graças, onde são convidados, parente, irmãos em Cristo e vizinhos. Culto doméstico aqui explícito, é determinar diariamente um tempo em família, para juntos entoar hinos de louvor, ler e comentar entre si passagens contidas nas Sagradas Escrituras. Em Salmos 78:5-7, Deus ordenou que Seus poderosos atos gravados na história e Suas leis fossem passadas de pais para filhos. Eis aí o propósito e a importância da educação religiosa na família. Devemos ajudar, ensinar e incentivar cada geração a obedecer à Deus, e depositar todas as nossas esperanças N’Ele.

02) –ATRAVÉS DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS

Temos vários exemplos que podem ser destacados como símbolos para o cristão, e cada um deles tem uma singular importância tanto para a comunicação como para o entendimento do Evangelho de Cristo. Poderíamos citar: As tabuas das leis de Deus entregue a Moisés (Êxodo 34:1); A construção da Arca da Aliança onde deveriam ser guardadas as tabuas entregues à Moisés (Êxodo 25:10,21); o simbolismo descrito sobre o arco-íris mencionado em Gen.9:13,16.

Nos dias de hoje, podemos falar sobre o Tanque Batismal; A mesa farta com pão e “vinho” preparados para a Santa Ceia, as próprias alianças de casamento, etc…. Essa simbologia é uma das chaves para um melhor aprendizado de nossas crianças, que passarão a compreender melhor sobre o amor e a devoção a ser dispensada a Deus. Se desejamos que eles sigam nos caminhos do Senhor, é preciso que O Senhor se torne presente em suas experiências diárias. É preciso que eles aprendam que servir ao Senhor tem que ser feito de forma zelosa em todos os momentos de suas vidas quer seja em casa, na escola, no círculo de amigos, e não somente dentro da igreja.

3) – LEVANDO-OS À IGREJA

O local de adoração aqui descrito, era o Tabernáculo, e este localizava-se em Siló, que era tido como o centro religioso de Israel. Três vezes ao ano, todos os israelenses deveriam se dirigir ao Tabernáculo para participar das seguintes festividades: Festa dos Pães Ázimos; Festa das Semanas e a Festa do Tabernáculo. Lucas 2:22 – Era costume daquela época, nas famílias judias que todo menino recém-nascido, no seu oitavo dia de vida recebia o seu nome e era circuncidado. O primogênito era apresentado a Deus um mês após o nascimento, que simbolizava o resgate da criança, como se ofertando a Deus, assim os pais reconheciam que o filho pertencia a Deus. Já em Lucas 2:41-42 mostra a obediência de José e Maria, mesmo sabendo quem era na verdade aquela criança, não deixaram de cumprir aquilo que era determinado pela Lei mosaica. Como percebemos, até o próprio Jesus, quando criança, era levado a participar dos cultos à Deus no templo sagrado.
Qual o melhor lugar, senão a igreja, para que nossas crianças possam ouvir e a prender a importância em ter uma vida dedicada à Deus? Onde mais eles irão entender o que é a fé cristã, o que são dons divinos, ou como o Espírito Santo de Deus trabalha na vida das pessoas? Não há lugar melhor que a igreja para que seja consolidada a educação dispensada pelos pais aos seus filhos.

4) – TENDO UM VIVER CRISTÃO

Voltemos ao passado. Analisando friamente, antes da industrialização, quando as coisas ainda eram feitas artesanalmente, todo pai se orgulhava em dizer que iria ensinar o seu “oficio” à seu filho, enquanto que as mães tinham prazer em ensinar às filhas como se comportar e ser donas de casa exemplar. Assim cresciam as crianças acompanhando seus pais em todos os seus afazeres, o que os tornavam adultos respeitáveis e responsáveis.

É dessa forma que devemos agir hoje com nossas crianças em se tratando do evangelho do Senhor. Sendo exemplo para eles, dando bons testemunhos, sendo participativo no que a igreja nos coloca à disposição, frequentar regularmente aos cultos, sejam cultos públicos, de ensino ou escola bíblica. É nos colocarmos à disposição da igreja, é deixar fluir o dom que nós recebemos através do Santo Espírito de Deus. Para conquistar membros da família, parentes e amigos, é fazer com que eles sejam atraídos pelo nosso estilo de vida, a forma como encaramos nossos problemas, é fazer com que percebam a alegria que sentimos em servir ao Senhor.

II – EVANGELIZANDO O CÔNJUGE:

Existe na Bíblia Sagrada mensagens bem definidas em relação ao casamento do crente. Está especificado que o povo de Deus deve se unir aos que professam da mesma fé, e também está claro que em casos contrários, o crente estará sujeito à pena de desobediência, por não estar agindo em conformidade com o que foi pré-estabelecido pelas palavras de Deus. Porém, se homem ou mulher incrédulo, aceita se casar com crente, o apóstolo Paulo diz que o casamento é para a vida toda, e não deve haver separação.

O incrédulo é santificado no convívio com o cônjuge crente, mas isso não basta para leva-lo ao paraíso celestial, agora, nessa convivência existe grandes possibilidades que o cônjuge incrédulo venha a ter sua conversão, e por conseguinte, obter a salvação. Em I Cor. 7:12-14 mostra que este tipo de união não oferece motivos para o divórcio. Casar significa tornar-se uma só carne, não se trata de relacionamento ilícito, no vs 14 confirma que a parte incrédula é “santificada”, ou seja, Deus olha para esse lar como sendo um lar cristão, e os filhos desse enlace também serão olhados como quem nasceu num lar cristão, assim como está escrito “caso contrário seriam filhos impuros, mas agora são santos”. Cristãos casados com incrédulos, precisarão orar, e muito, para que o poder do Espírito Santo os capacite também a proclamar a Cristo como sendo seu único e suficiente Salvador. Eles devem pedir à Deus que Seu poder transformador, mude esses corações, abrindo-os para que o Espírito de Deus também faça ali a Sua morada.

Estar casado (a) com incrédulo, não altera a santidade do relacionamento, por isso deve se tornar PRIORIDADE DE TODO CRISTÃO, orar por seu (sua) companheiro (a). Cabe ao cônjuge convertido, santificar o outro, assim como está escrito em I Cor. 7:4 em outras palavras quer dizer que nosso corpo pertence à nosso cônjuge, e isso é mais do que suficiente para ser o canal de benção para o lar. Se a parte cristã do casamento quer realmente que o Espírito Santo fale ao coração de seu cônjuge, vai aqui alguns conselhos extraídos das palavras de nosso amado Pai Celestial:
A) – Demonstre bondade e deixe que seu cônjuge perceba que a graça e a misericórdia de Deus são derramadas constantemente em sua vida, por isso você é uma pessoa virtuosa.
B) – Demonstre amor ao cônjuge. Em Jer. 31:3 Deus está dando provas que seu amor e carinho por nós é eterno, e em Rom. 13:10 está dizendo que o amor não machuca, e proclama que amar também é uma lei vinda de Cristo Jesus. O amor é apresentado na Bíblia de forma tão maravilhosa, que só poderia partir mesmo de um Deus maravilhoso e amoroso.
C) – Demonstre humildade a seu cônjuge. Ser humilde para agradar seu cônjuge é querer ter Deus como exemplo em sua vida.
Aquele que tem bom testemunho, é benção para o lar e para os familiares. O testemunho não precisa de palavras, pois ele é o elo que poderá nos fazer ganhar nossos familiares para Cristo.
Portanto orar, jejuar, dar bom testemunho sobre o “nascer de novo”, estas são as melhores maneiras para trazer o cônjuge descrente para Cristo.

III – EVANGELIZANDO PARENTES

1) – EM TEMPOS FAVORÁVEIS:

Atos 10:24 conta a história de Cornélio, um centurião temente à Deus, o qual através de uma visão, um anjo manda que traga Pedro para pregar em sua casa e Pedro quando chega a casa de Cornélio viu que lá já se encontrava além de seus familiares, também seus parentes e amigos mais íntimos.
Imitar Cornélio, significa que podemos e devemos dar ouvidos ao chamado de Deus, para evangelizarmos nossos parentes, vizinhos e amigos.
Quem sabe se a melhor maneira não seria através de Cultos Públicos nos Lares. É uma ótima oportunidade para reunir à todos, e juntos ouvirem as mensagens que O Senhor tem reservada para todos.

2) – EM TEMPOS DE CRISE:

Raabe era uma prostituta na cidade de Jericó, e por isso vivia à margem da sociedade. Enquanto ela partilhava com o resto da população o temor por saber que Jericó seria invadida, ela, por si só, voltou-se para O Senhor em busca de salvação. Sua fé deu-lhe coragem necessária para esconder os espiões das autoridades do local. Sabendo que poderia ser morta, ela assumiu esse risco, pois sentiu que aqueles espiões serviam a um Deus digno de confiança. E O Senhor a recompensou, garantindo a segurança dela e de sua família.
Deus opera através de pessoas, que como Raabe, são propensas à recusa. O Senhor lembrou-se dela por sua fé, e não por sua profissão.
É assumindo o risco de ser rejeitado pelos seus, que o cristão pode conseguir trazer a esperança e a salvação para toda sua parentela, e é só através de muita fé e oração que o cristão poderá ser atendido.

CONCLUSÃO

As palavras contidas em Atos 16:31, apresenta uma das mais belas explicações de salvação que poderia ser dada. Significa que a salvação não se limitava apenas ao carcereiro, mas ela estava disponível à totalidade de sua família, desde que cada um cumprisse as condições exigidas, que é a de ter fé em Cristo Jesus. Qual de nós ainda não fez uso desse versículo para levar uma palavra de consolo e esperança a alguém? Qual de nós já não disse à um incrédulo que são as promessas de Cristo que se encontram nas Sagradas Escritura, e são elas que nos garantem a salvação?
Cabe a nós também ter a esperança de que a salvação chegue à toda nossa parentela e que cada um deles venha a se render ao senhorio de Cristo Jesus.

É só seguir o que está escrito no livro dos Salmos 37:5 “ ENTREGA TEUS CAMINHOS AO SENHOR, CONFIA NELE, E ELE TUDO FARÁ”; e em Efésios 2:8 “ PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ, E ISTO NÃO VEM DE VÓS, É DOM DE DEUS”. Agora, não devemos buscar a salvação simplesmente por seu benefício, mas sim com a intenção de servir a Cristo Jesus na edificação da igreja do Senhor.

Lição Bíblica Adulto, CPAD. 3º Trimestre. 2016.

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