sábado , 19 agosto 2017
Capa / Escola Bíblica / A evangelização urbana e suas estratégias
A evangelização urbana e suas estratégias

A evangelização urbana e suas estratégias

TEXTO ÁUREO

O Senhor não se dá por satisfeito em somente enviar os seus discípulos. Enquanto os apóstolos realizavam sua primeira missão, Jesus continuava com seu próprio ministério na Galileia. Os apóstolos saíram a evangelizar por que receberam as instruções diretamente de Jesus, pois em Mateus 7:15 está escrito (…), e isso nos traz um alerta, pois já na época do A.T. surgiram vários falsos profetas. Eles “profetizavam” somente aquilo que era agradável aos ouvidos dos reis ou até mesmo de seu povo, acrescentando que eram palavras vindas do Senhor.
Hoje não é diferente, aumentam o número de falsos crentes, falsos missionários e pastores. Hoje já existem “pastores mercenários”, que procuram induzir pessoas em sua boa-fé para tirar proveito próprio, e também “pastores marceneiros” que já estão dando um “jeitinho” de alargar a porta estreita. Jesus nos previne sobre estes tipos que são verdadeiros lobos vestidos na pele de cordeiros.

VERDADE PRÁTICA

Aqui notamos que a evangelização urbana requer uma certa dose de ousadia, tem que se ter pessoas bem preparadas. Para poder falar do evangelho com autoridade.
Tem que haver pessoas bem compenetradas, pois nunca se sabe qual será a reação da pessoa a ser abordada. Vencendo este obstáculo, talvez esteja aí o primeiro grande passo para se prosseguir no processo evangelístico.

I – ESTRATÉGIAS URBANAS DE EVANGELISMO

1) A ESTRATÉGIA DE JONAS:

Uma estratégia simples e eficaz. Jonas começou a entregar a mensagem conforme Deus lhe ordenara, e ele já começa a sua pregação durante o trajeto para a cidade de Nínive. As pessoas que o ouviam pelo caminho, chegavam à cidade antes dele, e já iam alardeando o que ouviram do profeta. Assim quando ele adentra à cidade, as notícias sobre as intenções de Deus já haviam se espalhadas, tendo chegado inclusive aos ouvidos do rei. A ordem dada a Jonas era para que ele alertasse toda uma cidade, em um curto espaço de tempo, e ele só conseguiu seu intento por ter achado uma forma de que a notícia corresse antes mesmo de sua chegada à cidade. Havia ainda uma advertência a Jonas: Ele deveria falar somente o que lhe fora ordenado pelo Senhor. Ele estava indo em nome de Deus, por isso que só deveria falar o que Deus lhe falasse.

Isso nos remete a ponderar que em assuntos espirituais, NÃO devemos falar o que ACHAMOS ser a verdade. Evangelismo é assunto espiritual, é mostrar às pessoas que existe um projeto de salvação elaborado pelo próprio Deus, e se não tivermos a presença de Seu Santo Espírito, estaremos totalmente fora do contexto, estaremos pregando por dedução ou achismo.

2) – A ESTRATÉGIA DE PENTECOSTES

Já aprendemos o que fora o Dia de Pentecostes. Pois bem, o povo judeu que vivia em outras terras, faziam uma espécie de peregrinação 3 vezes ao ano, que é o que determinava as leis judaicas, e essas peregrinações ocorriam durante os principais festejos da época que eram: a Pascoa, o Pentecostes, e a Festa do Tabernáculo, também conhecida como a festa das colheitas onde eram oferecidas ofertas ao Senhor a saber: ofertas queimadas, holocaustos e ofertas de manjares, cuja duração era de 7 dias conforme está escrito no livro aos Levíticos 23:33-42.

Na primeira festa de Pentecostes após a ressurreição de Jesus, todos os apóstolos presentes tiveram seu momento de pregação, porém temos o relato somente da mensagem de Pedro. Ele explicou ao povo presente, o sinal de línguas como cumprimento da profecia dada através do profeta Joel (Atos 2:14-21). Pedro baseou sua mensagem nas profecias do Velho Testamento sobre o Cristo, pregou sobre a morte, ressurreição e Ascenção de Jesus. Esse é o tipo de palavra a ser seguido e a ser divulgado na evangelização. É mostrar que Jesus vive e Seu amor não tem dimensão. Ele nos quer à Seu lado no paraíso.

3) – A ESTRATÉGIA DOS PIONEIROS

Daniel Berg e Gunnar Vingren começaram a expandir a mensagem pentecostal, conciliando o trabalho de colportagem (vendas de bíblias) e o evangelismo tido como corpo a corpo, de casa em casa, tudo isso em uma expressa obediência ao chamado de Deus. Não falavam nosso idioma, tinham pouco dinheiro, não conheciam ninguém. Porém, seguiram aquilo que Deus colocara em seus corações, seguiam à risca as determinações recebidas através do Espirito Santo. Daniel Berg cita em seu livro de memórias: “No dia 19 de novembro de 1910, avistamos a cidade de Belém. Estávamos ansiosos para conhecer a terra para a qual O Senhor nos enviara”. É claro que em um trabalho evangelístico precisamos estabelecer metas, temos que priorizar estratégias de atuação, termos em mente o público alvo que pretendemos atingir, mas acima de qualquer planejamento, antes devemos ouvir o que o Espírito de Deus tem para nos falar.

II – OS DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO URBANA

1) – INCREDULIDADE E PERSEGUIÇÃO

A incredulidade do ímpio muitas vezes baseia-se na forma desordenada quanto ao surgimento indiscriminado de novas denominações, passando a sensação de que se trata de “aventureiros” tentando ludibriar as pessoas. Infelizmente grandes pregadores e denominações seculares já passaram por esse tipo de desconfiança. É preciso que a mensagem da Cruz seja pregada com sabedoria, temor e reverência. Temos que estar atentos, pois não devemos crer em todo e qualquer “espírito” que nos aparecer. Temos que nos certificar se realmente as palavras que ouvimos, está sendo dirigida pelo Espírito Santo. Claro está que que falsos profetas se abrigarão ou já se abrigam nas igrejas.

Essa incidência de falsos profetas tem sua origem em doutrinas distorcidas do que diz o evangelho. As escrituras dão ênfase quando diz que o Espírito Santo de Deus habita no crente, e é só através do poder desse Espírito é que poderemos vencer o mal que há no mundo, entre eles estão: o pecado; satanás; provações; tentações; tristezas; perseguições; falsos ensinamentos, etc. É crendo que somente através do agir do Espírito Santo, iremos cumprir a vontade de Deus tanto para nossa vida quanto para o progresso do evangelho.

2) – ENFERMOS

Muito se fala em formar Capelanias Hospitalares, na importância em se visitar enfermos e até presidiários. São visíveis a carência e a necessidade em se proporcionar apoio espiritual à pessoas que hoje estão passando por estas situações.
São carências afetivas e emocionais, são pessoas que precisam de estímulo e muito entusiasmo. É tão bonito esse tipo de discurso. Mas, como desenvolver esse tipo de trabalho, como formar um grupo para assim agir, se nós não nos dispomos a visitar a um irmão, que pede oração em nossa igreja, por estar passando por problemas médicos, desde os mais simples como os mais complexos. Irmão que passam por cirurgias, que estão em processo de convalescência?

3) – ENDEMONINHADOS

Jesus deu aos Seus discípulos o poder sobre os demônios junto com o poder para curar toda enfermidade, conforme está escrito no livro de Marcos 16:17. Essa passagem não é dada como uma opção, mas uma afirmação, e fica bem claro que estes sinais estarão acompanhando aqueles que forem agraciados com o dom da cura e da libertação.
Quem sai a campo para anunciar as boas novas deve estar pronto, pois irá se deparar com situações que exijam libertação aos oprimidos. Aqui não há espaço para espetáculo e muito menos para glória pessoal. Temos que ter sempre em mente que Deus usa quem Ele quer, quando Ele quer e na hora que Ele quiser.
A incredulidade, a perseguição, os enfermos e os endemoninhados são alguns dos principais desafios da evangelização urbana.

III – COMO FAZER O EVANGELISMO URBANO

1) – TREINAMENTO DE EQUIPE

É formar um grupo consistente de pessoas, todas em perfeita sintonia e comprometidas com o evangelho; é estudar o terreno a ser trabalhado; é desenvolver e realizar a missão como um processo criativo e transformador. Evangelismo é a tarefa de apresentar Cristo aos pecadores ainda não remidos individualmente, para que possam ser salvos por Ele, e para isso é preciso ter domínio total da história da salvação e redenção. O evangelista tem o dever de executar sua tarefa, que é a de pregar à todos que queiram ou não ouvir como é esse processo de salvação.

2) – ESTABELECIMENTO DE POSTO-CHAVE

Podem ser através de reuniões domiciliares periódicas na casa de um irmão em Cristo, mas que haja incentivo, que se convide vizinhos, parentes e conhecidos que ainda não se entregaram à Cristo. O que vemos muito são cultos de Ação de Graças nos lares dos irmãos, mas notamos também que a grande maioria destes cultos, os convidados são os irmãos da igreja, quase nenhuma pessoa que venha como visitante, pessoas que ainda não entregaram sua vida ao Senhor.
Agradecer a Deus pelas bençãos recebidas é nosso dever e obrigação, porém, trazer novas almas para esses encontros também se encaixa neste contexto.

3) – ACOMPANHAMENTO DO TRABALHO

O lar sempre foi um local estratégico para o crescimento da igreja do Senhor. Assim foi com Daniel Berg e Gunnar Vingren ao iniciar seus trabalhos evangelísticos, levavam as boas novas do Senhor, com pregações e ensinamentos nos lares dos novos convertidos.
Ao conseguir uma nova alma para Cristo, não bastará apenas o seu aceite, será necessário que um membro da equipe de evangelismo faça o acompanhamento deste novo convertido. Esse acompanhamento é a continuação da evangelização, é o incentivar a participar dos cultos, dos aprendizados nas escolas bíblicas, é mostrar a ela o que significa o nascer de novo, é inseri-la na comunhão dos Santos.

CONCLUSÃO
A força da igreja só será medida quando se colocar em prática a missão de evangelização com todos os elementos que se espera dela. Realizar a missão urbana é buscar a restauração da imagem de Deus na vida dos descrentes.

Lição Bíblica Adulto, CPAD. 3º Trimestre. 2016.

BIGTheme.net • Free Website Templates - Downlaod Full Themes